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domingo, 18 de julho de 2010

MUNDO REAL


Mais uma vez aqui estou.
Sem eira nem beira
Sou pouco daquilo que ficou e sou.
Mas, feliz.
Solitária, por vezes acredito.
Nos sonhos sonhados.
No olhar infinito.
Olhos enamorados.
O que me fascina.
É tudo que faço.
Sou como uma menina.
No cabelo apenas um laço.
E a vida continua.
Num redemoinho total.
Buscando verdades sonhadas.
Neste mundo real.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ACREDITAR


Eu não sei onde encontrar.
Eu não sei como procurar.
Mas eu ouço uma voz
No vento sobre tantas coisas.
As noites sem o brilho das estrelas.
Os sonhos sem imagens
Eu fecho meus olhos e vejo o nada.
Acho que o caminho
Vai levar-me para longe
Da agonia.
Eu inventei meus sonhos.
Se eu souber como encontrar
Se eu souber onde procurar
A Lua parece off.
Transformei o meu nome no céu.
Digamos que eu esteja em qualquer lugar.
O que eu quero para mim.
É acreditar em algo mais.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

TEMOS DIREITO À COMUNICAÇÃO.


         O direito à comunicação é um dos direitos humanos. Mas quando se pergunta sobre o que significa direito à comunicação, a maioria pensa que significa o direito a ser informado, ou a ligar o canal de TV que quiser, ou a trocar de estação de rádio quando se quer. Mas isso é apenas uma parte mínima.
        Direito à comunicação significa, principalmente, o direito de cada um pronunciar a sua palavra, ouvir sua voz, escrever seu pensamento. Temos o direito a uma comunicação ativa e não apenas passiva. Temos direito de sermos sujeitos e não apenas objetos da comunicação. Isso é fundamental. Passamos a vida apenas ouvindo, vendo. Mas para a escola chamada TV todo mundo fica “ligado”: pais, avós, netos, filhos: assistem 7 dias por semana, 52 semanas por ano, e durante a vida toda. Mas diante da TV a pessoa está muda, só recebe. Ela acaba sendo o que os outros (os que têm o meio de comunicação) querem que ela seja. Ela acaba perdendo a liberdade.
        A gente aprende a se comunicar praticando a comunicação. Aprende-se a falar, falando. A escrever, escrevendo. Nesse sentido, é imprescindível que cada escola possua o seu meio de comunicação. Que seja um microfone, onde se fala e escuta a própria voz. É ai que seus alunos aprendem a ser sujeitos, praticar a comunicação. É preciso que os alunos digam com sua palavra.
        Numa era como a nossa, em que a comunicação faz a realidade, em quem detém a comunicação detém o poder, ninguém pode prescindir desse direito. Isso vale também para a família, para os grupos religiosos, para as associações de bairros, para a comunidade em geral.
        Se examinarmos nossa história, veremos que os meios de comunicação alternativos, foram durante muito tempo reprimidos. Se os donos do poder, não podiam silenciá-los na origem, impedindo que os jornais publicassem determinadas notícias, eles os reprimiam na distribuição. Atualmente essa censura é mais sofisticada, pois ela deve ser feita pelos próprios donos dos meios de comunicação, é a censura interna e hoje temos a liberdade de expressão.
        Em todos os aspectos da vida, fazer-se entender, ou seja, comunicar-se com o outro de maneira inteligível, é importante. Isso acontece nas relações entre amigos, familiares e também no campo profissional. Em qualquer emprego, por exemplo, os funcionários são constantemente cobrados para conversar com o chefe. E, por sua vez, o chefe precisa transmitir suas ideias de maneira clara e eficiente aos subordinados, fazer apresentação para outros executivos, apresentar um projeto ou produto. Enfim, a capacidade de comunicação de todos está sempre sendo posta à prova.
         A falta de comunicação está deixando as pessoas completamente isoladas, cheias de solidão. E, por mais contraditório que possa parecer, maioria está perdendo o poder da comunicação. O mundo não tem tempo para ensinar. Nós que precisamos correr atrás.
         Ser uma pessoa mais comunicativa é treino, e quanto mais você treinar, mais vai tornar o processo natural. Mas force para falar, e não apenas fazer uma pergunta e ficar ouvindo as respostas.
         Bom, esta é uma das formas que eu vejo de trabalhar sua comunicatividade. E para ter mais assunto para conversar com as pessoas, é muito bom ler um ou mais jornais e revistas constantemente. Livros e cinema também são boas fontes de longas conversas. Saber se comunicar é fundamental. E fácil! Difícil é comunicar-se com assertividade praticando a empatia. Isto requer habilidades que nem todos nós nascemos portadores ou que o ambiente nos tenha estimulado. Então precisamos desenvolvê-la. E o caminho nós já sabemos: treinamento.

domingo, 4 de julho de 2010

APENAS...


Eu sou a esperança que passa ao longe
O prêmio estúpido que nunca ganhei
Em seus lábios nunca ouvi: “amor”
Sim, eu sou uma pessoa que acerta e erra.
Mas saber que posso mudar, ajuda.
Eu vejo o sorriso de ouvir o riso.
Daqueles que fazem direito todas as coisas.
A calúnia nunca, ou falar demais.
Muito menos seria trair a minha memória.
Por que eu estou sozinha.
Eu sou o que resta de mim.
Contra as calúnias do mundo.
Sou apenas isso.
Algo em que acredito.
Enfim, sou retalhos.
Agora só falta alinhá-los.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

QUANDO SOMOS CHATOS.

 
      
    Ser chato é uma “doença” que ataca até as pessoas mais inteligentes. Alguns para prevenir deixam de dar suas opiniões ou, ao falar em público, gaguejam, ficam vermelhos, dizem bobagem... Tudo por ansiedade e vergonha, pois tudo que quer evitar é a chatice. Ser chato tem essa característica deliciosa: você pode ir contra tudo e ter as mais bizarras opiniões. Afinal de contas, você é chato mesmo! As pessoas simplesmente aceitam isso ou te ignoram. Se elas te aceitarem, ótimo! Se te ignorarem, qual o problema? O único problema existe em o chato achar que suas opiniões são as únicas, corretas e imutáveis e cair no erro dos prepotentes partindo para o “lado negro da força Se você é um chato bonzinho (do lado “branco da forca”) sabe que suas opiniões só vão encher o saco dos outros e ponto final”. Afinal, você é chato!
       No dia-a-dia, ela se manifesta sorrateiramente, mas sempre de forma eficaz. Há os donos da verdade, os que nunca prestam atenção à conversa, os que são do contra. Outros têm o hábito de se auto-elogiarem ou, pelo contrário, vivem enumerando seus defeitos, num desfile de inesgotáveis e aborrecidíssimas falhas. E há o chato convicto, que fala grudadinho, cutucando, pegando no braço da gente. É só ele aparecer que a conversa deixa de fluir e o grupo se dispersa.
       Aliás, os chatos dificilmente sabem quando parar de falar. O ouvinte já está de pé na porta, chamando o elevador, dando partida no carro, e eles ainda têm algo a acrescentar. Sempre fazem perguntas e quase nunca falam do que realmente pensam e sabem. Gostam de citar o que os outros disseram, o que eles leram as fofocas do dia. Embora a preocupação consigo mesmo seja uma constante, isso nada mais é do que uma tentativa de preencher um grande vazio, um imenso desconhecimento de sua própria pessoa.
      No grupo dos chatos têm aqueles que levam um tempão para contar uma história ou piada, como se ele próprio se aborrecesse por ter que dizer alguma coisa. E aqueles que falam bem baixinho e muitas vezes se interrompe e se pergunta: “Mas por que estou falando disso agora? Onde é que eu estava mesmo? Do que eu estava falando?” A pessoa fala e fala tanta coisa ao mesmo tempo, que deixa tudo interrompido. Nada tem começo, meio e fim. Inventa palavras, usa expressões infantilizadas, faz trejeitos e nem percebe sua dispersão. Quem nunca disse: ”Nem eu me aguento”?
       É bom lembrar que, vez ou outra ninguém resiste a uma “crise aguda” de chatice.. Afinal não precisamos cativar o tempo todo, nem todas as pessoas que conhecemos. Eventualmente podemos até sentir certo prazer em aborrecer um pouco o próximo. Há horas que surge a vontade incontrolável de dar uma espetadinha em alguém, e, com jeito, a gente consegue... Ser chato de propósito às vezes nos dá prazer. Se bem dosado, serve inclusive para testar a paciência do outro e o próprio poder. Requer até mesmo uma pitada de criatividade. Por que não?
     Agora, a chatice constante, esta sim deve ser evitada. Basta um pouco de cuidado. Numa conversa, por exemplo. Procure ser objetiva fazendo-se entender. Preste atenção no que os outros dizem e não no que você está pensando ou achando que eles estão dizendo. Para que haja diálogo e entusiasmo mútuo, as pessoas precisam ter certeza de que estão falando dentro de um mesmo código e se entendendo dentro de uma mesma perspectiva. Isso “esquenta” a conversa. Gera aproximação, sentimentos e afinidades e, portanto, afugenta a malfadada chatice. “Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que são os nossos chatos prediletos.” (Mário Quintana).