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quinta-feira, 30 de junho de 2011

NUNCA SE COMPARE A NINGUÉM


          No dia 17 de junho, fui comprar uma bota, em uma loja no centro da cidade, sou professora municipal, mas fiquei indignada quando ouvi uma funcionária em uma rodinha com outros funcionários falando mal dos professores do estado, que estavam em greve.
         Achei interessante a maneira dessa pessoa se dirigir aos demais, o que pude perceber é que muitas vezes as pessoas têm o dom da palavra e só usam para fazer “fuxico”, pois ela era o centro das atenções. A pessoa dizia que os professores ganham muito bem pelo que fazem ,mais do que ela, e se não estiverem contentes que vão fazer outra coisa.
         Não importa se você é: engenheiro, médico, professor, balconista, secretária, gari, ganhar muito ou pouco, o que realmente importa é seu caráter.
          Pergunte para uma criança que já tenha consciência do que cada profissão faz o que ela vai querer ser profissionalmente quando crescer. A resposta: a maioria delas ficará dividida entre jogador de futebol, ator, cantor e modelo. Ninguém quer ser professor.
          E podem acreditar que esta profissão será extinta neste país se nada for feito em prol do mestre que antigamente possuía a energia e a autoridade de ensinar com dignidade. Até a dignidade do professor lhe foi tirada. Não vai sobrar nada. E não é pessimismo não. Quem é do ramo ou da área que me conteste.
           Ser educador num país com tantas distorções e lacunas é contar com problemas. Mas também é acreditar que existam saídas e que a sua atuação acontece em longo prazo. Significa perceber que deixa marcas e que elas podem alterar o rumo das coisas para melhor ou para pior.
Seja você a sua referência. Compare-se a você mesmo. Evite comparar-se aos outros, pois cada um tem seu tempo, ritmo, aprendizado, caminho.
            Portanto pense bem se o que você está fazendo hoje é o que realmente deseja estar fazendo e se chegar à conclusão que sim, então dê o melhor de si e não tenha medo de sonhar e realizar afinal você já está no caminho certo. Todas as profissões são muito importantes, mas, não tem nada mais importante do que a honestidade nas profissões, seja ela qual for.

 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FRIO DANADO


Este frio que entra pelos meus poros
Invadindo meu corpo
Congela meus sentidos
Me deixa entorpecida
Mesmo assim acho gostoso
Sinto a pele arrepiar
Os dentes tiritar
Os dedos congelar
Até difícil de digitar
O frio pega pesado
Não importa onde você esteja
Não importa quem você é
Mas vovó sempre dizia:
Deus dá o frio conforme o cobertor.
Oxalá que seja verdade
Que todos possam ser aquecidos
E que o Cara lá de cima seja seu cobertor.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

MUNDO DIFERENTE


Um mundo diferente
Feito apenas de amor
Se eu pudesse criaria
Para aliviar a dor.
Dor esta que dói no peito
E vai além do olhar
É fácil usar a imaginação
Não custa nada sonhar.
Se meu mundo não é perfeito
Eu também não sou
Apenas quero meu direito
Diga-me quem nunca errou?
Se o mundo está assim
Também sou a culpada
Muitos problemas enfim
Assumo quando estou errada.
Só falar não adianta
E nem reclamar também
É preciso ir à luta
E não jogar a culpa em ninguém.

terça-feira, 21 de junho de 2011

EDUCAÇÃO NO BRASIL




O texto a seguir foi escrito por Igor Pantuzza Wildmann (Advogado – Doutor em Direito. Professor Universitário) e publicado pelo site www.consae.com.br Enviado pelos professores Luis Aparecido Rabelo e Marli Piffer. Veja a que ponto chegou a Educação no Brasil.

‘Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice’. (Émile Zola)

‘Meu dever é falar, não quero ser cúmplice’. (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente…

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público.

A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca;
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.


*Igor Pantuzza Wildmann (Advogado – Doutor em Direito. Professor Universitário)


Publicado pelo site www.consae.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2011

PARA RIR OU CHORAR....



Jornal do Brasil

Carlos Eduardo Novaes

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!

A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado.

Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magnaDiante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ENSINAR PORTUGUÊS PRA QUE?

        
         O livro “Por uma vida melhor”, da coleção: Viver e Aprender de Heloisa Ramos e outros autores geraram muita polêmica entre os professores de língua portuguesa.
         Neste “trecho do livro:” A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. “Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros.”
         Um erro gravíssimo é dizer que a classe dominante utiliza a norma culta, não foi o que ouvimos nos últimos anos e se ouve por aí.
         No conteúdo do livro, a concordância quanto ao número, ou seja, o emprego do “s” nos plurais é uma questão de escolha no âmbito da oralidade. Tanto dizer “nós pega o peixe”, quanto “nós pegamos o peixe” são formas adequadas de expressão, na avaliação do MEC.
         Discordo quando se diz que o aluno pode optar pela culta ou popular nos exemplos "Nós pega o peixe" e "Os menino pega o peixe", uma vez que eu não consigo imaginar essas situações.
Evanildo Bechara, autor da Moderna Gramática Portuguesa, afirmou que o aluno não vai para a escola “para viver na mesmice” e continuar falando a “língua familiar, a língua do contexto doméstico”, mas para se ascender a posição melhor.
         Para Ana Maria Machado: Pode haver "malabarismos linguísticos", mas dentro de um contexto. E para o professor Sérgio Nogueira: É um absurdo. O ensino já está tão ruim. Trata-se de um incentivo ao desvio da norma.
         Em minha opinião, uma coisa é falar sobre variações linguísticas, como em mandioca (no Sul) e macaxeira (no Nordeste). Agora outra é querer dizer que "Os pato está no lago" é correto.
          Se os alunos falam palavras erradas, a maneira encontrada foi fazer com que todos falem errado? Não seria mais prático, mais correto, ensinar todos a falarem certo?
          Com certeza devemos respeitar os regionalismos, mas ensinar corretamente é obrigação da escola independente do lugar onde mora. Se for assim, no próximo ENEM, alunos de cada região poderão escrever como falam. A redação não terá mais importância, tendo em vista que cada um pode escrever o que quiser.