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quinta-feira, 28 de abril de 2011

SONHO OU FANTASIA?



O mundo é engraçado
Gente morrendo de fome
Sem ter onde morar
E um grande acontecimento
Vai se realizar
Um casamento da nobreza
O mundo vai olhar
A mídia sensacionalista
Quer chamar a atenção
Quem não foi convidado

E porque dessa razão
Pessoas não convidadas
Ficam chateadas
Pois não poderão aparecer
E o povo coitado continua a padecer
Muitas pessoas fazem loucuras
Para poder ver
Não entendo o porquê disso tudo
Um dia o casal separa
Ou são infiéis as escondidas
E os sonhos do povo caem por terra
E príncipe e princesa
Ficam apenas na história
De era uma vez...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

VERDADES DOEM


É preciso querer e acreditar
Que as palavras um dia
Podem ser esquecidas
E isso me leva a pensar
Eu poderia mentir muitas vezes
Para atritos evitar
No entanto disse verdades
Que vieram a machucar
Foi preciso abrir os olhos
Para poder entender
Que as palavras doem mais
Naqueles que escondem algo
Eu poderia ter me calado
Poderia ter visto as coisas que eu disse
Mas as palavras sairam
Num impeto de fúria
Sem ter como evitar
Não me arrependo de nada
Pois a palavra verdade
Não vai me calar
Portanto assumo o que disse
E vou continuar a dizer
Ninguém diz para mim
O que devo fazer
Aprendi muito cedo
A lutar e me defender
Os incomodados reflitam
E aprendam a conviver.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PROFESSOR E RESSURREIÇÃO

     

        Nunca a palavra “professor” esteve tão em evidência nos últimos dias. Foi como ressuscitar uma palavra pouco utilizada na nossa sociedade. Ressurreição significa literalmente "levantar; erguer".
       Foi o que aconteceu com nós, professores, palavras bem usadas na palestra de “Julio Furtado” que foi brilhante nas suas falas.
       Já “Mario Sérgio Cortella” nos diz que:” audácia não é o mesmo que aventura, e mudar exige correr o risco do desequilíbrio momentâneo”. Ele lembrou muito bem: ”Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.
“Seres humanos são anjos de uma asa só, para voar têm que grudar no outro”, disse Cortella, citando o escritor italiano Luciano di Crescenzo.
          Nós professores precisamos de outra asa, pois dependemos de muitos para alcançar nossas metas. Talvez sejamos uma classe utópica demais, mas não custa sonhar e quem sabe a sociedade se junte a nós, pois o que queremos é um salário justo que nos possibilite viver dignamente.
       Professores também têm família, dívidas,comem,ficam doentes e, se quando se aposentam voltam a trabalhar, é porque não sobrevivem com o salário que ganham.
        Para finalizar, três perguntinhas, que você pode responder em forma de comentário: a) Se é professor ou professora municipal, você é feliz com a sua profissão? Por quê? (b) Se ainda cursa o segundo grau, sonha em ser professor (a)?(c) Pais, quem de vocês quer que seus filhos sejam professores?
       No dia que as três perguntas acima forem respondidas positivamente, cursar Pedagogia ou outras licenciaturas terá o mesmo Status que Direito, Engenharia e Medicina, os cursos mais desejados por aqueles que cursam atualmente o segundo grau, sejam em escolas públicas, sejam em escolas particulares. Ah! Você viu quanto ganha um procurador municipal, um médico no Município, um engenheiro? Então compare com o piso de um professor. Depois avalie e reflita: Educação de qualidade é um direito humano fundamental? Terá qualidade se continuarem tratando os profissionais da educação como os tratam hoje?

domingo, 17 de abril de 2011

VAI E VEM DOS SONHOS


Um sonho pensado
Sonhado exaltado
Sentido perdido
No dia de hoje
Sonho que vai e que vem
Na estrada infinita
Vai muito além
Sonho sonhado
Sem eira nem beira
Louca jornada
Que me fascina
Busca de algo sonhado
Sonho pecado
Coração aliviado
Sonhos que vão e que vem
Vida sonhada sentida
Das coisas da vida
Que quero guardar
Assim vou vivendo
Sempre a sonhar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PROFESSOR

É uma classe batalhadora
Que luta por seus direitos
Não tememos ameaças
Nem coisas que são ditas
De qualquer jeito
A época da Ditadura já passou
Vivemos num país democrático
Lutamos por dignidade
Sem conotação partidária
E nem arbitrária
Somos éticos e profissionais
Não usamos de artimanhas
Ser professor é uma escolha
Escolha de quem acredita na educação
E espera a valorização
Não vamos desistir
Nossa luta continua
Sendo éticos sempre
Sem falcatruas
A verdade sempre vem à tona
Seja ela qual for
Por isso temos orgulho
De sermos professor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

QUEREMOS DIGNIDADE

        

           Caminhando e cantando e seguindo a canção.Somos todos iguais braços dados ou não. Nas escolas nas ruas campos construções, caminhando e cantando e seguindo a canção. Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer. Inicio este meu texto com a música de Geraldo Vandré.
          O discurso sobre qualidade de ensino e valorização do professor continua lindo, mas na prática, pouco ou nada mudou nas últimas décadas aqui no Brasil.
          Vamos resistir as ameaças com luta e boa vontade. Somos uma categoria que quer trabalhar com dignidade. Queremos esclarecer ao povo nossa real situação. Lutando por nossos direitos. Nós, professores, resistimos de cabeça erguida, com a arrogância de políticos eleitos por nós na esperança de uma vida digna. Somos fortes guerreiros, não cruzamos os braços, seja na chuva ou no sol.
         O povo e a maioria precisam largar a cuia e usar o voto como uma arma para quebrar as amarras da corrupção, da deslealdade e do desrespeito do futuro de seus filhos. O aluno que aprende na escola com o professor a refletir, não cai nas artimanhas da mídia descompromissada com os interesses sociais. Muita gente pergunta por que justamente o educador que forma todas as demais profissões são tão desvalorizados?
        A dignidade é valor espiritual e moral inerente à pessoa humana, que conduz um sentimento de respeito consciente e responsável da vida e pelos seus pares.
        Nós nos sentimos perdidos por não sermos reconhecidos financeiramente pelo trabalho que realizamos, investimos na nossa formação e, mesmo assim, não conseguimos o retorno esperado no aspecto econômico.
           Assim, sofremos por não conseguirmos vivenciar as expectativas em relação ao nosso trabalho, associadas às características das dimensões de persuadir, de encantar nosso aluno no conhecimento, pela fé no outro e de ter a vocação para a difícil, “impossível”, a tarefa de ensinar.
          O ideal da profissão está posto no imaginário do coletivo, porém a realidade atual nos desconserta constantemente, que buscamos realizar bem o nosso papel de professor.





terça-feira, 5 de abril de 2011

TELEFONE SEM FIO

         
         Quem nunca brincou quando criança, de telefone sem fio? Pois é, parece que virou moda entre os adultos. Basta você dar uma informação, que minutos depois chega aos ouvidos de outras pessoas toda errada. Em muitos casos, nem uma palavra igual ou um assunto totalmente diferente.
          A maioria das intrigas, hoje em dia é justamente por isso, pessoas invertem as coisas, usam palavras que não foram ditas para prejudicar pessoas que inocentemente (ou não) passaram uma informação.
          Nós adultos, queremos cobrar de nossos filhos ética e dignidade? Pelo menos existe um ditado que diz: “Criança não mente”.
         Ou seja, todo mundo fofoca, mas ninguém assume que é fofoqueiro. Talvez isso aconteça porque há fofocas e fofocas. No ambiente de trabalho, a fofoca costuma ser um das “tarefas” desempenhadas pelos colaboradores, diariamente. Ela está presente em todos os níveis hierárquicos e costuma ser mais eficiente que muitas correspondências formais das organizações.
           Há que mantermos a clara distinção entre uma “fofoca sadia” – que às vezes funciona até como informação estratégica – da fofoca maldosa, desqualificadora, cujo único objetivo é causar intrigas e discórdia entre as pessoas.
          As pessoas se deleitam em conhecer detalhes da vida de seus semelhantes e transmiti-los aos demais com uma velocidade incalculável. Quem nunca foi tentado a ouvir de alguém o que se seguiu à pergunta: “Você sabe da última?” ou mesmo a fazê-la? Parece que os olhos brilham diante dessa pergunta e dos comentários que se seguem.
          Ignorar a fofoca seria o ideal, mas isso, às vezes, é difícil de conseguir. Então, use o bom-humor, ria das bobagens ditas e deixe que o autor da fofoca se responsabilize pelas asneiras que disse. Preocupe-se e ocupe-se com situações e pessoas que contribuem para seu desenvolvimento e caráter.
           Fofoqueiros, na maioria das vezes, não se amam, são invejosos e propagam informações alheias apenas com o objetivo de “destruir” o outro. Todos têm problemas suficientes para revolver. Se cada um cuidar da própria vida, não terá tempo para cuidar da vida de outras pessoas.