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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
PERDI-ME NO TEMPO
Um dia comum
Um lugar qualquer
A hora exata
A palavra certa
O silêncio infundado
E assim os dias passam
E eu aqui
Olhando a tela do computador
Esperando que algo aconteça
Então me reporto no tempo
E sinto falta daquilo que não fiz
Das coisas que deixei passar
Perdi-me no tempo
Agora o que me resta
É olhar a tela e tentar
Colocar aqui o que perdi
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
TUDO PASSA
Tudo era tão bonito
Ousei amar
Eu não posso esquecer
Quando o vento levou
E o vento me disse: ...
Vá, busque seu caminho
O amor de uma vida
Você pode encontrar
É estúpido, mas é verdade
Eu nunca vou esquecer.
Hoje apenas fico só
E muitas vezes penso nisso.
É de longe a primavera
No lugar onde fico
Deixo o vento passar.
Lembranças...
Sonhos...
Tudo passa.
Assim como o vento.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
LEIA MEUS OLHOS
Espere, espere por mim
Sabemos que uma emoção nos espera.
Tenho sonhos em minhas noites
São frequentemente as visões.
Espere, não vá.
Leia em meus olhos.
Há tanto amor
Que nada realmente importa.
Nós sabemos melhor quando olhamos
Nessa época eu sorrio.
Pois meu coração está leve.
Olho no olho.
Então eu estendo a mão.
Mas minhas mãos
Já não alcançam mais.
Sua sombra acabou de ir embora.
Apenas olho.
Um grande vazio
E a distância infinita.
domingo, 26 de setembro de 2010
NOSSO VOTO É IMPORTANTE.
Muitas pessoas pensam que o dia de votação é um dia perdido, mas acredito que é um dia muito importante para uma democracia em que vivemos. Dia três decidiremos o destino do nosso país e estado por mais quatro anos, somente quem votar com consciência poderá cobrar depois as promessas de campanha.
Se não quisermos votar por nós mesmos, então vamos votar por aqueles que não têm empregos, saúde, educação, moradia.
Talvez se o voto fosse ele facultativo estaríamos nós, brasileiros, numa situação mais cômoda e inerte (do tipo 'to nem aí') e ainda os eleitos teriam que brigar de uma forma mais convincente pelos possíveis eleitores.
Sabemos que a vida não é fácil para a grande maioria do povo brasileiro, se votar em branco, anularmos ou votarmos em qualquer um, estaremos tirando a chance de votar nos candidatos sérios e os que tiverem melhores propostas.
Precisamos mudar o cenário da nossa política, partindo de uma consciência política, onde não vendemos nosso voto. Lembremos dos movimentos para As Diretas Já, o povo nas ruas em todo Brasil vibrando, aclamando, reivindicando, lutando, mostrando sua força para manter a transição do regime militar para a democracia, que hoje deixa muita a desejar.
É muito fácil discursar,mas é preciso honrar a palavra dita,ter ética e capacidade para assumir promessas feitas. Devemos aproveitar, sim, essas eleições para, juntos, resgatarmos o valor e a relevância do exercício cidadão. Que tenhamos consciência da fundamental importância da ética para escolher cidadãos honestos no trato da coisa pública e, claro, do interesse coletivo.
Conseguimos, depois de emergir de um período de ditadura, conquistas que valem a pena serem ressaltadas, tais como o descomprometimento da grande mídia com os governantes, acabando com a incestuosa e promíscua relação da imprensa com os governantes. Assim sendo, os editoriais de grandes jornais e redes de televisão, além de revistas e rádio tem se manifestado em opiniões diversas sobre a política atual brasileira. Portanto cabe a nós (povo) fazer a nossa parte.
sábado, 18 de setembro de 2010
VEJO VOCÊ AMANHÃ
Vejo você amanhã à Lua
Nos quatro cantos do mundo.
Vejo você amanhã em todos os lugares.
E no mais infinito espaço de tempo.
Quem vai levar minha imaginação?
Quem vai despertar?
Um desejo, um amor, sabe lá.
O vento mágico em meu rosto.
É como uma música suave.
Então eu olho muito além de mim.
E encontro o que procuro.
Talvez seja fantasia.
Mas fantasias são realizáveis.
Sonhos podem ser alcançados.
E o amor pode ser encontrado.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
IMPORTÂNCIA DA ESCRITA
A humanidade demorou milhões de anos para inventar a linguagem escrita, e o que vemos nas portas de banheiros, as desinventam. Por que não escrever “homens” e “mulheres”, reunião de letras que proporciona a segurança e a clareza e do entendimento imediato? Não. Algumas portas exibem silhuetas de calças e saias. Outros desenhos de cartolas, luvas, bolsas, gravatas, cachimbos e outros adereços de uso supostamente exclusivo de um sexo ou outro. Milhões de anos de progresso da humanidade, até a invenção da comunicação escrita, são jogados fora, à porta de banheiros.
O homem de agora se acostumou a pensar que este século é maravilhoso. Em matéria de ciência e a tecnologia, suas conquistas seriam inigualáveis. Vá lá o telefone a internet, representaram um avanço. Mas consideremos por um momento o que perdemos. O hábito de escrever cartas, e o exercício de inteligência que isso representa. A conversa direta, olho no olho. O hábito de fazer visitas, de procurar diretamente as pessoas.
A desvalorização da comunicação escrita, em nosso tempo, começa numa banalidade como as portas dos banheiros e culmina neste símbolo de século que é o culto das conquistas tecnológicas. Ora conquista por conquista. Continua insuperável, no mesmo ramo das comunicações, em primeiro lugar a invenção de uma língua comum, em cada determinada comunidade, e em segundo a reprodução dessa língua em signos escritos.
Posso estar errada, mas acredito que a humanidade caminhou milhões de anos para voltar ao ponto de partida. Começou magnetizada pelos desenhos nas paredes de cavernas e terminou magnetizada diante de figuras de alta definição nas paredes, onde se embutem os aparelhos de televisão.
Atualmente é impossível viver num mundo civilizado sem saber ler ou escrever. Mas também de nada serve saber escrever e ler quando não há paz, segurança saúde e alimentos. A escrita também é uma arma, e como toda a arma dá poder, mas também mata. Escrever, enfim, é dar uma herança eterna para todos, e, principalmente de se expor e se perpetuar na aceitação ou na crítica.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
INSENSATEZ
Verdade pura são defeitos talvez.
Que muitas vezes apenas ocultamos.
Vivo em um mundo de insensatez.
E fingimos que amamos.
Assim é a nossa vida.
Verdades infundadas.
O término de uma partida.
Onde não houve jogadas.
De que adianta pensar assim.
Se sou louca somente.
Não fazem nada por mim.
Apenas mais uma demente.
E assim continuo a jornada.
Da procura sem fim.
Sigo sozinha nesta estrada.
Sem ninguém perto de mim.
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