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domingo, 30 de agosto de 2009

TEMPO


Quero estar no meu limite
Absorver o tempo
Ouvir o murmúrio do vento
Sentir o sol abrasador
Empolgar-me com coisas simples
Viver... Apenas viver...
Olhar o mundo com outros olhos
Perceber que a vida vale à pena
E descobrir caminhos
E arriscar
Buscar alternativas
E voltar a sonhar
Superar meus limites
Até chegar a exaustão
Depois fechar a janela
E voltar a dormir.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NOSSO MUNDO


Eu olho ao meu redor
E vejo tantas coisas
Coisas que deixei de fazer
Coisas tristes talvez
E percebo que o mundo é imenso
Um mundo rico
Cheio de maravilhas
No entanto, poucos percebem
Poucos valorizam o que vejo
Sei que este mundo é meu
Se eu não cuidar dele
Não estarei bem comigo mesma
Faço o que posso
Alerto... Mostro caminhos...
Sei que não estou sozinha
Muitos pensam como eu
É preciso dar uma chance
Para que todos percebam sua importância
Assim podemos formar uma corrente
Podemos dar oportunidades
Ele precisa de nós
Assim como precisamos dele
Então porque não ajudá-lo?
Porque na maioria das vezes destruímos?
O progresso fala mais alto
E destruímos cataratas
Reservas florestais
Tudo em nome do progresso
Vamos pensar com carinho
E dar uma chance a ele de sobreviver.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

CHEGA


Estou cansada de ouvir tantas atrocidades
Cansada das mesmices de sempre
Está na hora de virar o jogo
Falar de outras coisas
Que as pessoas se sintam bem
Chega de desgraças
Chega de coisas negativas
No mundo tem tanta coisa boa
Que quase ninguém fala
Porque notícia boa ninguém liga
Não dá ibope
E o povo acostuma
Seria tão fácil compartilhar
Ajudar o próximo
Se unir por causas sociais
A voz fica presa na garganta
Medo de dizer coisas que machucam
Medo de ir além daquilo que sou
Então crio meu mundo ideal
Um mundo sem desgraças
Um mundo sem dor
E é neste sonho de mundo
Que a minha vida tem sentido
Pois faço parte de um povo
Que chora que grita
Que não tem vergonha de se expor
Quem dera um dia
Eu pudesse acordar
E perceber que este mundo
Existe fora de mim.

domingo, 23 de agosto de 2009

ANTÍTESES...


A vida é muito boa para pensar na morte
Aprendi a separar o bem do mal
Acredito que os maus se tornam bons
Pois os dias e noites passam depressa
E as pessoas entram e saem das nossas vidas
Somos crestes de muitas coisas
Mas descrentes de outras
E assim vamos seguindo por caminhos
Muitas vezes duvidosos
Afinal o que é certo? O que é errado?
Será que a vida inteira vou recuar
Por medo de avançar?
Terei sim muitas derrotas
Mas minhas vitórias prevalecerão
Afinal a vida é um jogo
Por que não arriscar?
Hoje eu sou o melhor de mim
E torno meu mundo um lugar melhor
E coisas ruins estarão terminadas
Antes de começarem
Pois a vida é um recomeçar sempre
E meus sonhos serão verdadeiros
Se eu batalhar para que isso aconteça.
Não tenho medo de deixar
Minhas emoções aparecerem.
Sou emoção, coração, razão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

E A CIRANDA CONTINUA...



Pergunto-me, se nos invernos passados alguém contou quantos morreram de pneumonia ou gripe comum? Alguém no inverno passado pensou em ser mais “higiênico”. Por que só agora a população se deu conta que a higiene é importante?
Cabe a nós de agora em diante usar da prevenção em épocas em que nosso corpo tem menos imunidade e levar em prática a higiene em todos os ambientes e em qualquer tempo. O que não devemos fazer é ficar apavorados com a situação, mas sim saber lidar com ela.
Tenho muitas dúvidas e me questiono: Adianta a criança não ir à escola, e os pais normalmente irem trabalhar? Se o vírus está por aí podemos pegá-lo em qualquer lugar, inclusive trazê-lo para casa. Acredito que a pessoa que se alimenta mal, tem uma saúde precária obviamente estará propensa a ser um alvo fácil da nova gripe.
Quantos se lembram da época que todos tinham que ter nos carros o famoso “KIT” de primeiros socorros? Estão lembrados dos aumentos e a falta dos mesmos nas farmácias? E por falar nisso alguém ainda usa? Será que daqui uns tempos alguém vai lembra-se de usar o álcool gel ou lavar as mãos seguidamente? Isso se tornou um “ciclo de terror”.
E a ciranda continua também na política e, eu que pensei que “Pão e circo” aconteciam somente na época da copa do mundo. Bastou Sarney assumir a presidência do senado para vir à tona todas as falcatruas, os inacreditáveis “atos secretos” nada mais eram do que a distribuição de cargos em enxurradas sem o conhecimento da população.
Temos aí um paradoxo, por um lado a população angustiada com a gripe invadindo seus lares sem pedir licença, muitas vezes matando sem esperança de amenizar a situação, e por outro lado vemos diariamente nos noticiários os políticos interessados em saber quem visitou quem. Quem esteve em determinado local? Se é mentira ou verdade.
E a ciranda continua e vai ser sempre assim. E nós o povo participamos dela muitas vezes contra nossa vontade. “A nossa vida é um eterno reflexo dos nossos atos”. Isso é um jargão mesmo, pois não encontro nada mais adequado para escrever.
Cabe aqui elogiar o povo americano, pois lá eles acreditam na política como transformação para o que tudo seja um bem comum a todos e transformam as crises em progresso. Quanto a nós somos um povo conformado muitas vezes sem esperança. Cabe a nós decidirmos o que realmente queremos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"DOWN"


Hoje estou sem vontade nenhuma
Sabe aqueles dias que você acorda
Meio “down”,pois é
Queria escrever sobre tanta coisa
Vontade de gritar
De alertar muitas coisas
Mas já nem sei mais o que escrever
Fico agoniada com isso
Um nó na garganta mesmo
Como se de repente
Eu estivesse impossibilitada
De tudo...
Sabe quando você vê um monte de coisas
E não pode fazer nada?
Palavras já não bastam
Sozinha eu não posso mover o mundo
Mas posso fazer a minha parte
Nem que seja para criticar
Nem que seja uma palavra
Estas palavras muitas vezes ajudam
Amenizam, trazem esperança
Hoje não “to legal”
Talvez porque eu tenha lido
Tantas notícias negativas
Sinto-me tão pequena
Diante desse turbilhão de informações
Quem sabe amanhã...
Eu estarei melhor
Quem sabe eu acorde em um mundo menos
“Down” assim como eu.

domingo, 16 de agosto de 2009

QUE MUNDO É ESTE?


Que mundo é este
Que as pessoas se aproveitam
Das desgraças que ocorrem
Para se beneficiar
Produtos aumentam
Falta no mercado
E o povo sofrido... Oprimido...
Corre atrás
È lamentável toda esta desgraça
Mas muitos não se dão conta
Que isso sempre acontece
Agora é “A GRIPE”
Amanhã será outra coisa
E assim a ciranda vai continuar sempre
Enquanto isso muitos enriquecem
O povo padece
Será justa esta situação?
Quando o alarme é gerado
Ninguém segura à situação
O alarmismo foi dado
E o povo assustado
Procura uma solução
E nesta história toda quem ficou famoso?
“Tamiflu”
Até parece nome de Ninja.
Quem fabrica está ganhando
Rios de dinheiro
Assim como os fabricantes de máscaras
Álcool gel e por ai vai.
Ninguém mais percebeu
Se houve outros aumentos
O povo só se dá conta
Depois que tudo passa
Que mundo é este?
Um mundo felizmente
Controlado por poucos
O povo um dia
Terá voz novamente.